Clarice Lispector diz:


O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade.
Clarice Lispector

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Recomeçar



Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar  uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais  importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É por
que fechaste a porta até para os anjos.
 Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é! Agora é hora de reiniciar, de pensar  na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio. Quanta coisa  nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira! tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos
suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.


Onde você quer chegar? Ir alto. Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida. Pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos. Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos.
Se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental. Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa,  papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora.

Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um  novo amor. Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o "Amor"!
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."


                       (Carlos Drummond de Andrade)

Viva como as Flores...

 

 Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para
não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são
indiferentes.
Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores, orientou o mestre.
E como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.
Repare nas flores, falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo
malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.


Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.
Numa simples orientação, sem dúvida, uma grande e nobre lição de bem viver.
Mas, para viver como as flores, é preciso, ainda, observar outras características que elas nos oferecem como exemplo.
Importante notar que nem todas as flores têm facilidades, mas todas têm algo em comum: florescem onde foram plantadas.
Seja em terreno hostil, em meio a pedregulhos ou em jardins tecnicamente bem cuidados, as flores surgem para perfumar e embelezar a vida.
Existem as flores heroínas, que precisam lutar com valentia por um lugar ao sol. São aquelas que surgem em minúsculas frinchas, abertas em calçadas ou muros de concreto.
Precisam encontrar, com firmeza e determinação, um espaço para brotar, crescer e florescer.
Há flores, cujas sementes ficam sob o solo escaldante do deserto por muitos anos, esperando que um dia as gotas da chuva tornem possível emergir...
E, então, surgem, por poucos dias, só para espalhar seu perfume e lançar ao solo novas sementes, que germinarão e florescerão ao seu tempo.
Em campos cobertos de neve, há flores esperando que o sol da primavera derreta o gelo para despertar de sua letargia e colorir a paisagem, em exuberância de cores e perfumes.
Ah! Como as flores sabem executar com maestria a missão que o Criador lhes confia!
Existem, ainda, flores resignadas, que se imolam na tentativa de tornar menos tristes as cerimônias fúnebres dos seres humanos... enfeitando coroas sem vida.
Viver como as flores, portanto, é muito mais do que saber retirar vida, beleza e perfume, do estrume...
É mais do que florescer em desertos áridos e em terrenos inóspitos...
É mais do que buscar um lugar ao sol, estando numa cova escura sob o concreto espesso...
É mais do que suportar a poda e responder com mais vida e mais exuberância...
Viver como as flores é entender e executar a missão que cabe a você, a mais bela e valorosa criatura de Deus, para quem todas as flores foram criadas...

As flores são uma das mais belas e delicadas formas de expressão do Divino Artista da natureza.
Parece mesmo que o Criador as projetou e as colocou no mundo para nos falar da grandeza do Seu amor por nós, e também como lições silenciosas a nos mostrar como florescer e frutificar, apesar de todos os obstáculos da caminhada...

Pense nisso, e imite as flores!

Sucesso !

Crescimento


Era manhã de mais um dia de trabalho. Um dia que parecia ser igual a todos os outros dias – isso para quem adora criar monotonias em sua própria vida.
Os funcionários chegaram na empresa do mesmo jeito que chegavam todos os dias, mas já na entrada algo os surpreendeu.
Encontraram um cartaz na portaria dizendo: “faleceu ontem a pessoa que impedia o crescimento da empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes.”
No início todos se entristeceram com a morte de alguém, mas, depois de algum tempo, ficaram bastante curiosos em saber quem havia morrido.
Quem estava bloqueando o crescimento da empresa?
A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Então, conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: “quem será que estava atrapalhando o meu progresso?” – diziam uns. “com certeza alguém envolvido em algum desvio de dinheiro!” – diziam outros.
“Ainda bem que este infeliz se foi!” – esbravejavam.
Assim, um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco.
Ficavam em silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Pois bem, no visor do caixão havia um espelho... E cada um via a si mesmo...
A lição da diretoria da empresa foi clara:
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo!
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida e, você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
Sua vida não muda quando seu chefe muda, quando sua empresa muda, quando seus pais, filhos, mudam: ela se modifica quando você mesmo muda.
Você é o único responsável por ela, e o único que prestará contas dela.
***
O ser humano ainda espera demais por soluções e acontecimentos exteriores.
Confundimos fé, esperança, com inatividade e preguiça.
Confundimos pacifismo com passividade.
Confundimos justiça com vingança.
É tempo de acordar e perceber que estamos no comando de nossa própria embarcação, e decidimos através do livre-arbítrio, os rumos de nossa viagem pelos mares do crescimento, da evolução.
Decidimos se chegaremos logo aos destinos, ou se permaneceremos por muito tempo à deriva.
Decidimos se manteremos o olhar no horizonte, e os ouvidos encantados pelo som do mar, ou se nos deixaremos seduzir pelo canto perigoso das sereias destas distrações do caminho que buscam nos fazer afundar, vestindo-se com trajes belos apenas.
Somos nós que decidimos o momento de perdoar.
Somos nós que decidimos o momento de começar a amar.
O amor não nos escolhe... Nós escolhemos o amor.


Reforma Íntima



Equipe de Redação do Momento Espírita com base em texto de autor desconhecido.

Lições



Aprendi....que ninguém é perfeito enquanto não se apaixona.

Aprendi....que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!

Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem aquelas que desperdiças... alguém as aproveita

Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.

Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.

Aprendi que...um sorriso é uma maneira econômica de melhorar teu aspecto.

Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.

Aprendi que...quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na sua mão tenta prendê-lo para toda a vida

Aprendi que...todos, todos querem viver no topo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.

Aprendi que... temos que aproveitar da viagem e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.

Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer
 O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ
 
 
Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia
 
não são suficientes...Lembre-se do frasco
 
de maionese e do café.
 
Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
 
A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
 
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
 
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
 
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime  "Sim !".
 
Em seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir, mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
 
'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
 
A VIDA'.
 
As bolas de golf são as coisas "importantes":
 
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
 
São coisas que mesmo se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
 
que importam, como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
 
A areia é tudo o mais,
 
as pequenas coisas.
 
'Se puséssemos  1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
 
 
 
 
 
O mesmo acontece com a vida.
 
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
 
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua felicidade.
 
Brinque ensinando  os seus filhos...
 
Arranje tempo para ir ao medico...
 
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora...
 
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos...
 
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
 
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
 
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida. 
 
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia... 
 
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse: 
 
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. " 
 
 
Marcas de amor
 
Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
 
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
 
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:
Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.
 
O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:
 
Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por quê daquela CICATRIZ.
 
A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
 
- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:
 
- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
 
A turma estava em silencio atenta a tudo.
 
O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
 
Silêncio total em sala.
 
Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:
 
- "Minha filhinha está lá dentro!" Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...
 
Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
 
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda, e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é Marca de AMOR.
 
Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.
 
Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.
 
Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.
 
Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..
 
Essas também são Marcas de AMOR.


DO BOM E DO MELHOR
(Leila Ferreira)
Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em "Belzonte"...